quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Em Caicó,Túmulo de F. Gomes é um dos mais visitados

Centenas de caicoenses visitaram o túmulo de F. Gomes nesta quarta-feira (2), Dia de Finados. O túmulo do jornalista, assassinado em 18 de outubro, tornou-se um dos mais visitados no cemitério Campos Jorge, no bairro Boa Passagem, em Caicó. O outro mais visitado é o do médico e político Carlindo Dantas tido como milagreiro. Os dois foram assassinados no mês de outubro. Carlindo na década de 60. F. Gomes no ano passado.

Foto:Júnior SantosO túmulo do radialista F. Gomes, assassinado em outubro de 2010, foi bastante visitado por parentes e amigosO túmulo do radialista F. Gomes, assassinado em outubro de 2010, foi bastante visitado por parentes e amigos

A família do jornalista foi a primeira a visitar o túmulo do jornalista. Foi seguida de ouvintes e amigos, como o empresário Jobson José Alexandre Pereira, 38. "Conheço F. Gomes desde 1996. Ninguém esperava que ele fosse assassinado. Nem ele mesmo".

Saci, colega de trabalho há 25 anos, suspeitava. "Ameaça era o que não faltava. As pessoas diziam que iriam calar F. Gomes. Conseguiram". O próprio Saci foi ameaçado algumas vezes. "No velório de 'F', me ligaram e disseram: 'olha aí? Está vendo? Seu amigo está morto. Amanhã pode ser você". Saci sabia das ameaças, mas nunca foi ouvido pela Polícia. "Há erros no processo".

Um ano após sua morte, "o silêncio ainda reina", afirma o fotógrafo, que após a morte do colega deixou as Redações. Outro que também visitou o túmulo foi Sidney Silva que assumiu o programa de F. Gomes na rádio Caicó: o Comando Geral. O programa é veiculado de segunda-feira a sábado das 11h às 14h. "Também já fui ameaçado. Ligaram para a rádio e se identificaram. Gravei e coloquei no ar. Conduzir o programa de F. Gomes é um desafio muito grande. Ele não tinha medo de denunciar. Podia ser quem fosse", afirma Sidney.

Antes de deixar o cemitério, Saci colocou uma foto do colega no túmulo. Nos óculos escuros do amigo, é Saci quem aparece. "Ele foi tudo na minha vida". Os dois trabalharam na Gazeta do Oeste, Tribuna do Norte e Diário de Natal. "'F' não era só um colega de trabalho. Era um irmão".

Saci deixou o cemitério com a intenção de voltar no fim da tarde. "Ele morreu há um ano. Esta é a terceira vez que venho aqui".

Fonte:Tribuna do Norte

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