domingo, 16 de maio de 2010

Disputa pelo PMDB vira campo de batalha

São Paulo (AE) - A disputa travada entre os comandos de campanha dos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) pelos palanques do PMDB nessas eleições está se transformando em um verdadeiro campo de batalha. Incomodados com a passividade da ala ligada ao deputado Michel Temer - nome mais cotado para ser vice de Dilma - em unir o partido em torno da ex-ministra no maior colégio eleitoral do País, dirigentes do PT decidiram partir para a ofensiva e estão atraindo correligionários da sigla para seus eventos. O objetivo é tentar barrar o desembarque dos peemedebistas na campanha de Serra, já que o presidente estadual da legenda, Orestes Quércia, apoia o tucano neste pleito e vai concorrer ao Senado na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB).

A ofensiva do PT será colocada em prática amanhã, em Araçatuba (SP), no primeiro dos dez encontros políticos para definir o plano de governo da candidatura do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao Palácio dos Bandeirantes. Apesar de o evento ser petista, uma das grandes estrelas do encontro será o ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB). A participação de Rossi - apadrinhado de Michel Temer e que defende abertamente o apoio de sua legenda à Dilma Rousseff nessas eleições - é um exemplo do assédio do PT sobre os setores contrários a Orestes Quércia.

Ao saber do assédio petista sobre correligionários de seu partido, Orestes Quércia reagiu: “Posso garantir que mais de 90% do PMDB em São Paulo está com Quércia, eles (ala contrária) podem tentar lutar, como já tentaram outras vezes, mas não vão conseguir.”
fonte tribuna do norte

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